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Adega de Portalegre adia investimento na Quinta da Cabaça
Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2012 às 12:02
A Adega Cooperativa de Portalegre decidiu adiar o investimento no projeto da Quinta da Cabaça, que tinha adquirido em finais de 2005, com um custo que rondou os 2,5 milhões de euros. O caminho agora é outro.
O caminho passa antes pelo investimento na promoção internacional, a aposta na valorização, qualificação e comercialização dos vinhos desta Cooperativa alto-alentejana no mercado nacional e a criação de novas marcas. Segundo Benvindo Maçãs, recentemente eleito presidente da Direção da Adega “Tivemos que fazer opções. Este não é o momento para investimentos desta envergadura e por isso é uma opção de gestão que o projeto que estava destinado para a Quinta da Cabaça se adie. Em primeiro, devemos preservar o que vale verdadeiramente a pena que é assegurar a continuidade da Adega Cooperativa de Portalegre, que conta já com 57 anos no mercado, assegurar também a continuidade dos seus vinhos (...) e apostar seriamente na internacionalização.” Além da componente de Enoturismo, o projeto visava tornar a Adega da Cabaça mais operacional e com maior capacidade de produção, explorar a vinha e poder apresentar mais marcas nos segmentos médio/alto.
A Revista de Vinhos soube que, para além do adiamento dos investimentos, a Adega Cooperativa de Portalegre pondera caminhos alternativos para a Adega da Cabaça: uma parceria com investidor(es) ou a venda pura e simples do património. A propriedade tem aproximadamente 1.200 m2 de zona coberta e 22 hectares de vinha. Situa-se no Reguengo (a 3Km de Portalegre), uma zona na Serra de S. Mamede.